segunda-feira, 23 de junho de 2008

A "queda do muro de Berlim", segunda parte


Depois de um longo período ausente motivado pela greve dos sprofessores, estamos retornando com as nossas atividades jornalísticas e publicando a segunda parte de nossas pesquisas sobre a "queda do muro de Berlim".
Um breve retrospecto:
Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os setores ocidentais. Todas as conexões de trânsito ficaram interrompidas no processo (mas, poucos meses depois, linhas metropolitanas passavam pelos túneis orientais, mas não servindo mais as estações fantasma situadas no oriente).
O responsável pela decisão e execução da construção do muro foi Erich Honecker, secretário para questões de segurança da época.
Reações decorrentes dessa decisão (construção do muro)
Várias foram as reações contrárias a essa decisão, tanto dos alemães quanto de outros povos que se manifestaram de forma veemente e diferenciada, vejamos algumas:
Reações da Alemanha ocidental
Ainda no mesmo dia, o chanceler da Alemanha ocidental, Konrad Adenauer, dirigiu-se à população pela rádio, pedindo calma e anunciando reacções ainda não definidas a serem implementadas junto com os aliados. Adenauer tinha visitado Berlim havia apenas duas semanas. O Presidente de Berlim, Willy Brandt, protestou energicamente contra a construção do muro e a divisão da cidade, mas sem sucesso. No dia 16 de Agosto de 1961 houve uma grande manifestação com 300 000 participantes em frente do Schöneberger Rathaus, em Berlim Ocidental, para protestar contra o muro. Brandt participou nessa manifestação. Ainda em 1961, fundou-se em Salzgitter a Zentrale Erfassungsstelle der Landesjustizverwaltungen a fim de documentar violações dos direitos humanos no território da Alemanha Oriental.
Reações dos aliados
As reações dos Aliados ocidentais vieram com grande demora. Vinte horas depois do começo da construção do muro apareceram as primeiras patrulhas ocidentais na fronteira. Demorou 40 horas para reservar todos os direitos em Berlim ocidental em frente do comandante soviético de Berlim Oriental. Demorou até 72 horas para o protesto ser oficial em Moscou. Por causa desses atrasos sempre circulavam rumores que a União Soviética havia declarado aos aliados ocidentais de não afectar seus direitos em Berlim ocidental. Seguindo as experiências no Bloqueio de Berlim, os Aliados sempre consideravam Berlim ocidental em perigo, e a construção do muro manifestou esta situação.
Reações internacionais,
Em 1961:
“A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra.” John F. Kennedy, presidente dos EUA.
“Os alemães orientais param o fluxo de refugiados e desculpam-se com uma cortina de ferro ainda mais densa. Isto não é ilegal.” Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico.
Queda do Muro
O Muro de Berlim caiu na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar.
O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.
Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Straße, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.
Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram a hino nacional da Alemanha.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Greve dos Professores

Desde o dia 23 Abr (6ª feira), estamos sem aulas em decorrência da greve dos professores da rede pública. Os nossos mestres estão nesse movimento tentando obter um maior aumento em seus salários e outros benefícios que eles julgam merecer (palavras dos professores em sala de aula). Apesar dessa situação as nossas atividades no projeto "Jornal virtual NP", continuam sendo desenvolvidas normalmente orientadas pelo Professor Samuel. Recebemos, hoje, a visita dos seguintes colegas da turma B, 2ª série do E. Médio, que navegaram no nosso blog e fizeram os seus comentários: Alcilene Mota, Anildo Santos, Bruno Rogério, Enéias Araújo, Etiene Costa e Lanise Santos. Os colegas estavam na escola, sem aula e aproveitaram para navegar na rede e fazer as suas pesquisas...Esperamos que essa situação seja logo resolvida, pois não podemos ficar sem aulas.

O Muro de Berlim


Como integrantes do Jornal Virtual NP, fomos encarregados de publicar uma matéria sobre a Queda do Muro de Berlim. “Viajamos” até o local para acompanhar os acontecimentos e assim fazer um trabalho mais realista possível.
Pela disponibilidade de espaço no jornal, publicaremos as nossas matérias em duas postagens.
Acompanhe o nosso trabalho fazendo os seus comentários.
A construção do Muro de Berlim.


Um breve histórico
O Muro de Berlim foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.
Início da construção: madrugada de 13 de Agosto de 1961.
Extensão e estrutura: 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.


Consequências dessa vergonha política
“Quarenta e cinco anos após a construção do Muro, pesquisadores ainda não têm certeza sobre o número de suas vítimas. Até agora, 125 mortos foram confirmadas, mas outros casos estão sendo investigados.
A maioria dos históricos sobre o Muro de Berlim menciona que mais de 200 pessoas teriam sido mortas na tentativa de cruzar a barreira que separava a parte oriental da Alemanha da ocidental.
Levando em consideração o que já se levantou em um ano de trabalho, os pesquisadores da Associação do Muro de Berlim e do Centro para Pesquisa da História Contemporânea, em Potsdam, disseram que dos 268 casos de mortes investigados, menos da metade – 125 – podem ser tidos como certos. Do número total, 62 casos foram descartados, enquanto que 81 suspeitas ainda seguem sendo investigadas.” Fonte: http://www.deutsche-welle.de/dw/


Na próxima postagem estaremos publicando “A Queda do Muro”. Aguardem!!!!!
Postagem:Yan Mathews e Inácio da Silva

terça-feira, 22 de abril de 2008

Mudança de denominação da Escola

Dia 17 do corrente a nossa Escola foi surpreendia pela visita da Governadora do Estado Ana Júlia Carepa. Na ocasião a Governadora apresentou um pacote de ações denominado de "Pará, Terra de direitos", que visa atender as comunidades carentes do Estado. Aproveitou, também para mudar o nome da Escola. Parabéns governadora por dar um bom exemplo de cumprir e fazer cumprir as leis vigentes. Se existe uma lei que proíbe a denominação de órgão público com nome de pessoa que ainda usufrui dos prazeres terrenos (ainda respira), então, cumpra-se a lei. O Professor Nilson Pinto ainda está vivo, é Deputado Federal. logo não pode emprestar o seu nome a escola. Mas, no dia 18, durante as nossas atividades, vários alunos vieram me perguntar se a decisão da Governadora estava correta em trocar o nome da escola. Respondi-lhes que sim, na retirada do nome do Prof Nilson Pinto pelo motivo já comentado. Mas a insistência dos alunos continuava: "mas nós não tínhamos que participar da escolha do novo nome da nossa escola? E quem foi esse Eduardo Lauande?". Aí, fiquei sem resposta. Mas contentei-me em perceber que os objetivos das nossas atividades estão sendo atingidos (POSTAGEM DO DIA 14 -(JORNAL VIRTUAL NP. COMO TUDO COMNÇOU"). Isso é gratificante.
Faça os seus comentários.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Avalição parcial das atividades

As atividades até aqui desenvolvidas, estão satisfazendo as nossas necessidades e expectativas? Estão nos ajudando a compreender melhor as nossas responsabilidades, limitações e potencialidades? Como podemos contribuir para que tudo isso possa ocorrer?
Faça os seus comentários, ajude o professor a nos ajudar!
A equipe de redação

Eduardo Lauande

Pouco descobrimos sobre Eduardo Lauande. Apenas sabemos que travava-se de um sociólogo, professor, e que faleceu aos 41 anos, vítima de um mais um crime praticado no dia 28 Jul 07, às proximidades de sua casa, no Mendara, cidade de Belém. Era defensor dos direitos humanos. Eduardo Lauande titulava-se como comunista, conforme podemos ler em seu Blog.

A Governadora do Estado visita nossa Escola e lança o projeto “Pará, Terra de Direitos”

Na manhã desta quinta-feira, 17, a Governadora Ana Júlia Carepa, acompanhada de sua acessoria, visitou a nossa Escola. Na ocasião anunciou os benefícios que o governo está promovendo para as população mais carentes, através do programa de Governo “Pará, Terra de Direitos” que vai priorizar ações nas áreas de saúde, educação, emprego e renda, segurança, transporte, lazer e cidadania à população. Com esse conjunto de ações, o governo do Estado reúne numa única diretriz mais de 450 ações e cerca de duas mil atividades, que serão custeadas com R$ 600 milhões garantidos no orçamento.

Acompanhava a Governadora, representando a secretária de Educação, profª Iracy Gallo, o secretário em exercício, Fernando Azevedo, que ocupa a secretaria adjunta de Gestão da Seduc.
A Governadora aproveitou o momento anunciar a mudança do nome da escola, de “Professor Nilson Pinto” Para “Eduardo Lauande”. A decisão da governadora está baseada em lei vigente que não permite homenagear pessoa ainda em vida como nome de órgão público.

E quem foi Eduado Lauande?
Na próxima postagem estaremos publicando um breve histórico desse cidadão que dá nome a nossa Escola.